Já iniciaram as obras de requalificação do Mercado da Vila de Cerva. O objetivo desta obra consiste na recuperação, beneficiação e modernização deste espaço comercial, que há anos estava a ficar degradado, para servir de pólo de promoção de produtos locais, alguns eventos e permitindo assim melhores condições para os comerciantes e para o próprio público em geral.
Os trabalhos a serem realizados, passam por uma nova cobertura com estrutura metálica, novos tetos, novos revestimentos de paredes, novo pavimento e uma nova pintura. Ficará dotado com rede de abastecimento de águas, rede de elétrica, deteção e extinção de incêndio, drenagem de águas pluviais, saneamento, segurança e deteção de intrusão.
Serão criadas dez lojas comerciais, a sua área ao ar livre será aumentada, permitindo assim acolher um maior número de vendedores.
Esta obra há muito tempo desejada por todos os cervenses, foi o resultado de uma proposta apresentada ao Programa ON2 - O Novo Norte - inserido num conjunto de cinco ações a realizar nesta vila, que rondarão em cerca de um milhão e novecentos mil euros, tendo o apoio da Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Cerva.
Por solicitação de alguns Cervenses, aqui vai uma breve descrição sobre Cerva nos anos vinte.
1 – Esta imagem mostra-nos o Centro da Vila na qual podemos ver, do lado esquerdo a antiga Casa da Renda com três pisos, posteriormente edifício da Junta de Freguesia e os seus respectivos campos. Do lado direito podemos ver a garagem que mais tarde foi da Mondinense e a respectiva Loja do Muro.
2 – Em primeiro plano encontramos a Loja do Muro, outrora na sua cave funcionou a Cadeia do Município, seguindo da casa ainda hoje existente.
3 – Aqui podemos ver o Chalé Maria Virgínia, ainda existente, actualmente alvo de obras, próximo do restaurante O Mineiro.
4 – Em primeiro plano temos neste postal o rio Póio, com as ponderes pelas quais as pessoas as atravessavam quando as águas estavam mais baixas, um Açude de retenção da água para a rega dos campos que lhe confinam e o respectivo bairro de Penaformosa.
5 – Neste postal podemos observar o magnífico Solar de Paço Vedro, sede do Município ou sede do tabelionado, o respetivo espaço envolvente onde se encontrava o Pelourinho. Note-se que no ano em que foram editados estes postais o Pelourinho estava desmontado e guardado. Esteve no Mercado, em 1933 foi classificado como Monumento Nacional e em 1952 foi novamente recolocado no seu lugar primitivo pela Junta de Freguesia.
6 – Aqui podemos observar a Capela das Almas a Casa do Sr. Albertinho e o edifício com três pisos da família Moura. Depois de expropriado o terreno na praça, durante a última metade do século XIX, o Mercado Semanal, vindo já de um outro lado, foi transferido para este local, provavelmente no ano de 1878.
7 – Este postal refere-se a Asnela, no qual podemos ver a belíssima capela, o edifício da Escola Primária, mandada construir por Manuel José Machado, negociante da Praça de Lisboa no ano de 1884, edifícios que felizmente permaneceram até aos dias de hoje. Como podemos observar ainda não existia a estrada entre a ponte de Cerva e Mondim de Basto, mas sim ainda a histórica estrada Romana ou Medieval.
8 – A vista mostra-nos o Bairro de Adoria, a partir de um dos antigos acessos entre os pinhais.
9 – Esta vista parcial é a de Cerva, observada do outro lado do rio Póio.
10 – Esta imagem é da “Vila Maria da Graça”, que mostra uma das magníficas construções da época, aqui em Cerva.
11 – Esta é a imponente Capela das Almas, a qual á sua frente se encontrava um recinto murado e vedado por um gradeamento, dentro deste, em frente á sua entrada principal, estava levantado o magnifico Cruzeiro da Independência de 1640, que após a abertura do inicio da rua da torre, foi removido e colocado junto à Capela de Santa Barbara, retirado assim do centro da vila.
12 – O postal mostra-nos no geral Cerva, possivelmente a partir das Baraças, onde passa a estrada Romana ou Medieval.
13 – Aqui é a antiga Feira de Gado, hoje conhecida por Feira da Lomba devido ao seu terreno fazer uma grande Lomba.
14 – Observa-se a saudosa ponte romana grande, que desmoronou com uma cheia em 1936, depois de já estar fragilizada em anos anteriores, foi deixada ao desleixo a danificação de um dos seus contrafortes direcionadores das águas, a montante, do lado de cerva, que a puseram numa situação frágil, proporcionando assim a sua queda posteriormente. A sua pedra quase uma década depois foi retirada e utilizada na construção do edifício da Casa do Povo.
15 – A imagem refere-se a ao bairro de Asnela com os seus solares vinhas e campos.
16 – Salienta-se na imagem a torre da igreja matriz, a sua entrada principal encimada do seu padroeiro S. Pedro, a sua escadaria de acesso à antiga estrada Medieval e ainda a Casa da Igreja, hoje Centro Paroquial de Cerva dedicado a S. Paulo.
17 – Nesta imagem vemos a Capela de S. Sebastião com as suas imponentes colunas Salomónicas, características da arquitetura Barroca, a sua estrada medieval e do lado esquerdo nas suas traseiras existência de uma casa de habitação rés do chão, onde morava o Sacristão, Enfermeiro e Barbeiro da altura, António Mendes. Esta casa foi décadas depois demolida para alargamento da actual Rua da Igreja de S. Pedro.
18 – Aprecia-se neste postal a magnífica queda de água do Cai d’Alto do rio Póio.
19 – Podemos ver aqui um Moinho, que actualmente estará em ruínas, no rio Póio.
20 – Observa-se o relevo acidentadíssimo do Póio, parecendo pirâmides.
Observações: Este texto adota o novo acordo ortográfico.
Parece que o linho em Portugal foi introduzido na idade do ferro, com a primeira invasão dos Celtas (Mouros), aproximadamente no ano 1000 a.C. provavelmente na região de Entre Douro e Minho, desde Cerva até Guimarães. Através de uma longa selecção feita pelo homem, somente conseguida pela eliminação das sementes muito pequenas e muito grandes, originou grandes culturas em toda a região, o qual era denominado por Lini humilis hibernantes Lusitaneae Borealis (Duriminia, Cerva: Typus), de crescimento rápido unicaule e como linho de primavera.
Durante as campanhas da Lusitânia romana havia a necessidade de promover toda esta região, dando a conhecer todas as suas potencialidades naturais e produtivas, da qual temos o conhecimento também de actividades de caça pesca e pecuária, onde referente a Cerva se menciona Cândido Colore como seu donatário.
Durante os tempos seguintes estas foram as grandes fontes de comercialização, com o proveito para a sobrevivencia das gentes desta região.
Há referências de que a 5 de Abril de 1824 se vendia linho e linha para fins militares e a 13 de Junho de 1833 os moradores do Concelho de Cerva venderam 200 lençóis, 75 enxergões e 75 travesseiros. Segundo alguns registos encontrados, Guimarães chegou a vir comprar linha à ponte de Cerva.
Por todas estas razões é que felizmente a tradição se mantem até aos dias de hoje e se criou a Cooperativa de Artesãos Cervenses.
![]()
Cerva, impõe-se pela beleza paisagística, pela sua história, seu património edificado e cultural. Tem cerca de 2700 habitantes Fica situada em Trás-os-Montes confinante com o Minho, no distrito de Vila Real. Estende-se pelas serras de Alvão e da Ordem.
Como chegar: Trajecto mais rápido, Através a A7 sentido Vila Pouca de Aguiar, na saída 13, permite o acesso a Cerva pela Nacional 312 que dista do centro da vila em 11 Kms. Pela Nacional 206 até à Portela de Sta Eulália tomando depois a indicação de Cerva, ainda a Partir de Mondim de Basto pela Municipal 312 em direcção a Cerva a 18 Kms e a partir da Ponte de Cavês em direcção a Cerva.
Transportes públicos diários: Mondinense entre Cerva, Mondim, Fafe, Guimarães e Porto. A.V. Tâmega: entre Cerva, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar e Chaves. CitiExpress: entre Cerva e Lisboa e Ligações para várias zonas do norte e centro do país. Vice-versa.
Onde ficar: Hotel de Cerva, na rua da Feira da Lomba, Hospedaria Baía de Giestas no centro de Cerva casas rurais de Sebordinhos, do Cerrado e de Alvite.
Zonas de Lazer: Meadas, com praia fluvial, estacionamento, piscinas para crianças, bar, WC’s, equipada com mobiliário urbano tais como parque infantil, bancos, mesas, e animação nocturna no Verão. Parque Cervinhas, permite fazer uns churrascos em plena natureza e próximo o Parque de Merendas das Casas Novas, com varanda para o rio, e onde pode andar com barquinhos. Polidesportivo, da Feira da Lomba e Parque de Merendas de Mandregoso.
Património paisagístico: Por todas as serras que a circundam, ou por todos os lugares que lhe pertencem, proporcionam um manancial de beleza que se estende pelo seu enorme vale, tal como dizia o escritor Miguel Torga quando de visita a Cerva em 25 de Agosto de 1952 “…Cerva é a carne do Minho em ossos transmontanos…”. Tem as suas belas quedas de água, entre outras, a do Cai d’Alto, no rio Póio, as suas águas cristalinas dos rios Póio e Lourêdo deixam transparecer os seus magníficos peixes, as vistas das Minas de Adoria e S. João, o miradouro da S.ta Barbara.
Gastronomia: A sua gastronomia é muito variada, visto Cerva ficar situada em Trás-os-Montes mas confinante com o Minho, na denominada Região de Basto. Aqui salienta-se como prato típico “Os Milhos” que podem ser Esfuçados por terem carne de porco ou Esgravatados por terem carne de Frango da região. Também as Couves com Feijões e a Sopa à moda de Cerva. Faz parte da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, o qual se destaca o Verde Branco. Durante o Verão destacam-se as saborosas Alheiras, no inverno as apetitosas Mouras, com muita saída em especialmente para a cidade do Porto.
Artesanato: Destaca-se Linho, na produção de Colchas, Toalhas, e Enxarpes e muitas outras peças produzidas pela Cooperativa de Artesãos Cervenses, que já são exportadas internacionalmente, e passadas em Passerelles nomeadamente em Espanha.
Festas, Feiras e Mercados: Festividade de S. Pedro a 29 de Junho, Feiras mensais aos dias 6 e 20 e Mercado todos os Domingos.
Instituições e Serviços Públicos: Junta de Freguesia, Gabinete de Apoio ao Munícipe, Posto de Turismo, Posto de Correios, Bombeiros Voluntários, Guarda Nacional Republicana, Agência Bancária, Praça de Taxis, Santa Casa da Misericórdia, Centro de Saúde, Farmácia, escolas E.B 1 e 2,3 Ciclos, Jardim Infantil, Mini-Lar, Centro de Dia, Unidade de Apoio à Vida Activa e Associação de Desenvolvimento "ADRIPÒIO".
Património Arquitectónico: Já desaparecido, podemos relembrar a magnífica Torre onde hoje se encontra o Posto de Turismo o Espaço Cultura e o Gabinete de Apoio ao Munícipe, as pontes de Cerva desaparecida uma cheia em 1935, e a de Cabriz, delas restam as suas fundações. No presente podemos ainda contemplar mesmo no centro de Cerva, a Igreja Matriz de S. Pedro de cunho românico, a Capela de S. Sebastião, o Solar Brasonado de Crespos, o Solar de Paço Vedro com o seu imponente Pelourinho que é Monumento Nacional datado de “ANNOS 1617”, a Capela das Almas, o Edifício de boa traça portuguesa, a Casa do Povo construída no ano de 1944, com a pedra da ponte que ruiu.
Fazendo um percurso por todas os lugares que circundam e pertencem a Cerva: Partindo de Cerva em direcção a Alvite, aqui podemos apreciar a Capela de S.ta Barbara com data de 1703 e o magnifico Cruzeiro da Independência datado de 1640, Á direita aparece a indicação da maravilhosa ponte Medieval, descendo encontramos as casas que Pertenceram ao Mosteiro de Pombeiro, a Capela de Alvite dedicada a Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, umas Alminhas e depois a esperada Ponte sobre o rio Póio.
Voltando atrás, á Estrada Nacional, seguindo em direcção a Cabriz, aqui podemos ver o conjunto da Aldeia Preservada e a sua Capela de Santo António. Continuando em direcção ao rio, atravessando-o, estamos no Monte do Castelo, do lado esquerdo da Central Hidroeléctrica, onde aqui apareceram pequenas Mós feitas em granito e pedaços de cerâmica micácea, entre outros achados apareceram também peças em bronze que pertenciam a freios de Cavalos, neste castro encontram-se pedaços de muralhas bem conservadas e algumas construções dolménicas. Foi recentemente classificado como de interesse Público. Daqui podemos seguir a pé pela sua encosta junto ao rio onde podemos encontrar as maravilhosas quedas de água do Cai d’Alto.
Voltando à Nacional 312 em direcção ao Mourão e Açoreira, encontramos numa pequena elevação a Capela de Santa Quitéria. Continuando a subir encontra-se o Alto dos Mouros, onde aqui podemos observar neste castro duas mamoas no interior do Castro. Um pouco mais acima encontramos o parque de Mandregoso.
De volta ao centro de Cerva, partindo e tomando a direcção ao Seixinhos, começamos por encontrar a casa de Burgos, que estreita a estrada e logo em frente aparece-nos a capela do Bom Jesus, a Casa de Marante, começando a subir para o Cabo da Costa encontram-se a Casa de Turismo Rural de Sebordinhos, que no seu trajecto tem próximo um magnífico fontanário. Voltado á estrada pode seguir em direcção a Seixinhos, ir observando alguns moinhos movidos a água, mais acima numa curva à direita há uma saída à esquerda que nos leva até á Ponte Romana de Louredo. Voltando à estrada pode continuar em direcção ao Extremadouro, grande largo onde se encontra uma nova capela em Construção.
Descendo novamente, no entroncamento da E.B 2,3 á direita segue a direcção das Casas Novas, no trajecto á direita, encontra mais um belíssimo e imponente Solar. Seguindo em frente encontra uma ponte centenária e ao lado uma Azenha com uma varanda sobre o rio Louredo. Atravessando a ponte, limitada a viaturas ligeiras continuando a subir encontramos do lado esquerdo a grande Casa do Torto com uma Capela anexa.
A partir da Ponte da Nacional 312, logo à esquerda, toma a direcção a Quintela a subir encontra ao passar numa zona estreita um magnifico Solar Brasonado, a Casa do Capitão. Segundo em frente e antes de começar a descer, à direita sobe uma rua que passa ao lado da Capela da Senhora da Piedade, do lado direito. Voltando atrás continuando, e virando à esquerda, continuando a estrada anterior segue-se em direcção a Escoureda onde pode apreciar também mais um núcleo de casa antigas rurais edificadas em granito.
Regressando á ponte da Nacional 312, seguindo em direcção de Adoria encontra a Capela de S. Jorge, e um pouco mais acima ficam as Minas de Cerva.
Continuando a estrada leva-nos até Rio Mau, onde podemos apreciar boas casas em granito.
Regressando até á Feira da Lomba, antes do Hotel aparece á direita a indicação de São João, onde pede visitar a povoação e as suas minas.
Voltando á Nacional 312, no cruzamento da Senhora da Boa Viagem, pode tomar a direcção a Asnela, onde se encontra a Casa da Costa, Solar Brasonado, o respectivo conjunto habitacional, as Alminhas, a belíssima Capela dedicada a Nossa Senhora da Ajuda e um belo fontanário.
Fazendo inversão de marcha para o sentido de Cerva, a determinada altura, em uma curva para a direita, aparece para o lado esquerdo a indicação de Agunchos, aldeia preservada. Nesse trajecto passamos por uma belíssima ponte construída em 1936 que fica sobre o rio Lourêdo, continuando a subir a serra passando por baixo da ponte da A7, um pouco mais à frente aparece Agunchos, a qual podemos percorrer, apreciar o preservado conjunto arquitectónico, os seus magníficos espigueiros, a sua Capela de Santa Marta e o seu Cruzeiro da Independência e as suas Alminhas.
Seguindo em direcção a Formoselos, aqui mais uma vez aparece um belo conjunto habitacional rural, onde não falta a sua Capela dedicada a Nossa Senhora das Dores, o seu cruzeiro da Independência e as Alminhas, bem como um grande conjunto de Moinhos.
Terminada a visita pode regressar agora pela nova estrada que o traz até ao centro da vila de Cerva, pela ponte das Casas Novas.
![]()
Estão em execução as obras de regeneração no centro da vila, e em uma das entradas de Cerva.
O espaço envolvente do Centro de Saúde de Cerva está a ser reordenado. Vão ser colocados novos pontos de luz, novos passeios, será colocado um repuxo de água e novamente repavimentado, permitindo assim uma melhor mobilidade, obra que está orçada em cerca de duzentos e doze mil euros.
Junto ao Hotel de Cerva, também estão a decorrer obras em mais duas artérias, que passam por colocação de saneamento, instalação de rede de drenagem de águas pluviais, infra-estruturas eléctricas, novos passeios e nova pavimentação, que estão orçadas em cerca cento e setenta e seis mil euros.
As conclusões destas obras estão previstas até ao final do ano. 
Depois da já inaugurada Zona de Lazer das Meadas, o município pretende finalmente avançar com as já anteriormente prometidas e desejadas obras, da frente ribeirinha de Cerva, com cerca de um quilómetro de margem, ao longo do rio Póio. Esta obra irá transformar por completo esta marginal, que terá uma grande atractividade turística, as quais serão financiadas em setenta por cento pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, FEDER.
Estes foram os resultados das quatro mesas de voto, presidenciais 2011, realizadas na vila de Cerva.
As serras que circundam a vila de Cerva, sempre tiveram nas suas entranhas uma grande riqueza mineral "Volfrâmio" que também pode ser chamado de "Tugsténio" (material pardacento cujo aspecto difere pouco do ferro) e por essa razão em 1906 iniciaram nelas as suas actividades mineiras.
Época importante, porque a extracção deste mineral nas Minas de Cerva trouxe um grande progresso e desenvolvimento para esta vila.
O seu ponto mais alto de produção situou-se no período da segunda guerra mundial, devido ao seu interesse comercial, chegaram a trabalhar nestas minas cerca de cinco mil pessoas, tendo sido considerado na altura o "Ouro Negro Português", por ser a maior fonte de rendimento e de emprego, tanto na região como no País.
Várias foram as concessionárias, internacionais e mais tarde nacionais, que aqui laboraram, tais como a "Sociéte Civile d'Études de Tous Gisemants Miniers" com sede em Paris, das minas do Monte da Corda e de Adoria; entre outras em 1945 "Companhia Portuguesa de Minas - Concessão de S. João de Escourêda"; em 1956 "Minas de Cerva SARL" com sede na Rua Alexandre Herculano 11-2º -D 4 228 Lisboa.
Estas minas conseguiram extrair e exportar o seu volfrâmio até 1972, ano em que deixaram de funcionar.
Como é natural, deixaram saudades, porque aqui passaram-se muitas histórias de amor, felicidade, riqueza, mas também de triteza, e doença, marcaram por assim dizer, as pessoas da região ao longo da sua vida.
Há vários anos que se fala num monomento em homenagem aos mineiros que trabalharam nas minas de Cerva, junto à E. B. 2,3, mas nada ainda foi colocado.
Nesse local (rua Padre Anónio André) existe um cruzeiro embutido num muro de suporte que há dezenas de anos está semi-destruido, e até hoje parece que está esquecido. Depois de recuperado, talvez não ficaria mal no centro do entroncamento, caso não coloquem o tal monomento.
Depois da construção da Auto-Estrada, a Ponte de Louredo ficou sem algumas pedras, das suas guardas, devido à passagem de máquinas de grandes dimensões. Era necessario que as voltassem a colocar. Alertam-se as autoridades competentes para estas pequenas recuperações. Eis a sugestão, e os cervenses agradecem.
Em 1763 Salvador deixa de ser capital do Brasil, a província da Bahia, é a primeira a desenvolver a sua própria actividade editorial.
Manuel António da Silva, nascido em Cerva, (Serva à maneira de alguns documentos antigos) comerciante, e tal como muitos outros daqueles tempos, emigrou para o Brasil, nomeadamente para Salvador, Brasil, no ano de 1797. Aí começou a vender móveis cristais e livros importados da Europa.
Quando o Príncipe Regente a caminho do Rio em 1808, onde tinha a sua Residência Real, fez uma visita inesperada a Salvador, as forças locais empenharam-se ao máximo para persuadi-lo a permanecer na cidade, mas não o conseguindo mesmo assim, ficaram atentas ao desenrolar dos acontecimentos.
Observaram que um dos primeiros resultados da chegada da Côrte foi a organização da Imprensa do Governo. Imediatamente o livreiro, Manuel António da Silva Serva, tenta obter a permissão para ir a Inglaterra e adquirir um prelo (máquina tipográfica de imprimir manualmente) para a Bahia.
Após uma pequena passagem por Lisboa, para contratar os artesãos necessários em 18 de Dezembro de 1810, apresentou ao governador Conde dos Arcos, que tinha sido nomeado em 30 de Outubro do mesmo ano, há pouco tempo, um pedido formal de autorização para começar a imprimir.
Não confiando muito, e como não tinha provas de que já tivesse imprimido alguma coisa, pelo sim, pelo não, resolve partir para o Rio, pensando que lá poderia influenciar no resultado do seu requerimento, e ao mesmo tempo não perdeu a oportunidade de fazer alguns negócios aí durante a sua permanência, pois publica uma “Notícia do catálogo de livros que se achão á venda em casa de Manuel António Silva Serva, na Rua de S. Pedro nº 17 o qual o faz por hum commodo preço {…} atendendo a demorar-se muito pouco tempo nesta Côrte”.
Esta lista deve ser o catálogo mais antigo de uma livraria brasileira, com mais de setecentos itens, ordenada por títulos. Os preços mais comuns eram $480, $560, $960 por volume (devido ao facto de as moedas da época serem múltiplos de quarenta réis). Exemplos: “Curso de Matemática por Belindoso. Com estampas, 4 volumes; Constituição da Hespanha; Exame de Bombeiros. Com estampas; Compendio d’Agricultura, 5 volumes; e o mais caro, Dicionário Italiano e Portugeuz, 2 volumes 16$000”.
Se assim foi, estava certo: A carta régia que instruía o governador a aprovar a sua petição foi publicada a 5 de Fevereiro de 1811, três meses depois.
Voltando à Bahia, nos Princípios de Abril de 1811, Serva começou imediatamente a trabalhar, produzindo as suas primeiras edições em 14 de Maio:
um prospecto de quatro páginas para um jornal, um “Plano para o Estabelecimento de huma Biblioteca Publica na Cidade de S. Salvador” (em quatro páginas) e um impresso em onze páginas, “a Oração Gratulatoria do Príncipe Regente” de Inácio José Macedo.
Os projectos de um jornal e de uma biblioteca pública eram, ambos, claras tentativas de competir com o Rio de Janeiro, e os dois foram realizados pouco depois. A biblioteca, inspirada pela inauguração da Biblioteca Real Portuguesa, no Rio em 27 de Julho de 1810, deveu-se muito ao interesse do Conde dos Arcos.
Para aprovar as publicações de Serva, o Governo Provincial criou uma Comissão de Censura, formada por cinco membros, dois dos quais deviam ser clérigos. Essa comissão funcionou até 1821. O número de empregados da oficina – o impressor chefe Marcelino José, o revisor de provas Bento José Gonçalves Serva, seis aprendizes de composição (meninos entre 12 e 15 anos), quatro impressores e um encadernador, já com dois prelos. A sua tipografia era maior do que um mercado de tamanho tão limitado poderia justificar: o catálogo que publicou em 1812 não exigiu uma tiragem superior a cem exemplares.
Durante o seu primeiro ano teve a ideia também de fabricar prelos em madeira de pau-brasil e exporta-los para Inglaterra, onde se trocaria por suprimentos de papel e outros equipamentos. Mas o pau-brasil era monopólio da Coroa. Entretanto aparece o prelo de ferro, mas o seu custo era elevado, de cerca de 90 libras. No ano de 1815 foi-lhe concedido um empréstimo (quatro contos de réis pagáveis em dez anos). O governo também lhe prestou auxílio quando lhe confiscou um prelo concorrente que fora importado em 1810, pela firma Barroso, Martins Dourado e Carvalho. O Embaixador Português em Londres havia relatado que esta aquisição fora uma iniciativa secreta do próprio Hipólito da Costa, mas é possível que esta tenha servido apenas de agente comercial, pois no jornal que fundara untuosamente intitulado “Gazeta da Bahia, Idade de Ouro”, seus redactores, o português Diogo Soares da Silva de Bivar e o padre Inácio José Miranda, assumiram perante as autoridades uma lealdade quase servil.
Serva, um homem “alto, gordo, rosto redondo trigueiro e bastante barba”, num esforço para ampliar seu mercado, nomeou seu conterrâneo, Manuel Joaquim da Silva Porto, seu agente no Rio, para vender suas publicações. Alem disso, fez várias viagens à capital do império para obter encomendas. Como os preços cobrados pela impressão Régia eram escandalosamente altos, tornava-se fácil conseguir tais encomendas. Assim, ele foi o primeiro concorrente da gráfica do Governo, visto que, antes de 1821, os concorrentes do Rio eram proibidos de trabalhar.
Durante a quarta dessas viagens para o Rio, Silva Serva morreu, em 3 de Agosto de 1819. Dois meses antes, tinha admitido como sócio seu genro, José Teixeira e Carvalho, de modo que a firma continuou como “Typografia da Viúva Serva e Carvalho”. Mais tarde, em 1819, o seu único filho (também Manuel) começou a trabalhar na firma. Nesta altura a situação da firma estava boa, devido pois a aprovação pela censura, de alguns livros. Veio a público somente em 1817, que os dois prelos estavam tão sobrecarregados de trabalho que foram precisos dois anos para desobrigar-se das tarefas.
A editora de Silva Serva sobreviveu até 1846, mas perdeu a sua posição de monopólio em 1823. Durante a luta pela independência em 21 de Agosto de 1822, a junta pró-Portugal passou a governar em Salvador, e invadiu as suas instalações para interromper a impressão do jornal nacionalista, o Constitucional. Seus editores fugiram para Cachoeira, onde instalaram a sua própria gráfica e imprimiram sua continuação, o semanário O independente Constitucional. Nesse ínterim, a tipografia de Serva continuou a produzir a sua Gazeta da Bahia, pró-Portugal. Quando a causa nacionalista triunfou, a 24 de Junho de 1823, não só apenas a Gazeta da Bahia teve de interromper a sua publicação mas também a Tipografia acompanhou as forças brasileiras vitoriosas de volta à capital provincial.
A produção conhecida da editora de Silva Serva, durante a sua vida somou cerca de 176 títulos publicados.
Com a morte de Silva Serva, Salvador perdeu muito do seu interesse como centro editorial.
. Requalificação do Mercado...
. Cerva no meado dos anos v...
. Tradição do Linho de Cerv...
. Cerva - Uma vila a visita...
. Requalificação urbana na ...
. Embelezar e recuperar pat...
. Empresário de Cerva fez h...