Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

Cerva no meado dos anos vinte

      Por solicitação de alguns Cervenses, aqui vai uma breve descrição sobre Cerva nos anos vinte.

1 – Esta imagem mostra-nos o Centro da Vila na qual podemos ver, do lado esquerdo a antiga Casa da Renda com três pisos, posteriormente edifício da Junta de Freguesia e os seus respectivos campos. Do lado direito podemos ver a garagem que mais tarde foi da Mondinense e a respectiva Loja do Muro.

2 – Em primeiro plano encontramos a Loja do Muro, outrora na sua cave funcionou a Cadeia do Município, seguindo da casa ainda hoje existente.

3 – Aqui podemos ver o Chalé Maria Virgínia, ainda existente, actualmente alvo de obras, próximo do restaurante O Mineiro.

4 – Em primeiro plano temos neste postal o rio Póio, com as ponderes pelas quais as pessoas as atravessavam quando as águas estavam mais baixas, um Açude de retenção da água para a rega dos campos que lhe confinam e o respectivo bairro de Penaformosa.

5 – Neste postal podemos observar o magnífico Solar de Paço Vedro, sede do Município ou sede do tabelionado, o respetivo espaço envolvente onde se encontrava o Pelourinho. Note-se que no ano em que foram editados estes postais o Pelourinho estava desmontado e guardado. Esteve no Mercado, em 1933 foi classificado como Monumento Nacional e em 1952 foi novamente recolocado no seu lugar primitivo pela Junta de Freguesia.

6 – Aqui podemos observar a Capela das Almas a Casa do Sr. Albertinho com pequenos furos na fachada, possivelmente para defesa quando das invasões francesas e o edifício com três pisos da família Moura. Depois de expropriado o terreno na praça, durante a última metade do século XIX, o Mercado Semanal, vindo já de um outro lado, foi transferido para este local, provavelmente no ano de 1878.

7 – Este postal refere-se a Asnela, no qual podemos ver a belíssima capela, o edifício da Escola Primária, mandada construir por Manuel José Machado, negociante da Praça de Lisboa no ano de 1884, edifícios que felizmente permaneceram até aos dias de hoje. Como podemos observar ainda não existia a estrada entre a ponte de Cerva e Mondim de Basto, mas sim ainda a histórica estrada Romana ou Medieval.

8 – A vista mostra-nos o Bairro de Adoria, a partir de um dos antigos acessos entre os pinhais.

9 – Esta vista parcial é a de Cerva, observada do outro lado do rio Póio.Cerva em 1925

10 – Esta imagem é da “Vila Maria da Graça”, que mostra uma das magníficas construções da época, aqui em Cerva.

11 – Esta é a imponente Capela das Almas, a qual á sua frente se encontrava um recinto murado e vedado por um gradeamento, dentro deste, em frente á sua entrada principal, estava levantado o magnifico Cruzeiro da Independência de 1640, que após a abertura do inicio da rua da torre, foi removido e colocado junto à Capela de Santa Barbara, retirado assim do centro da vila.

12 – O postal mostra-nos no geral Cerva, possivelmente a partir das Baraças, onde passa a estrada Romana ou Medieval.

13 – Aqui é a antiga Feira de Gado, hoje conhecida por Feira da Lomba devido ao seu terreno fazer uma grande Lomba.

14 – Observa-se a saudosa ponte romana grande, que desmoronou com uma cheia em 1936, depois de já estar fragilizada em anos anteriores, foi deixada ao desleixo a danificação de um dos seus contrafortes direcionadores das águas, a montante, do lado de cerva, que a puseram numa situação frágil, proporcionando assim a sua queda posteriormente. A sua pedra quase uma década depois foi retirada e utilizada na construção do edifício da Casa do Povo.

15 – A imagem refere-se a ao bairro de Asnela com os seus solares vinhas e campos.

16 – Salienta-se na imagem a torre da igreja matriz, a sua entrada principal encimada do seu padroeiro S. Pedro, a sua escadaria de acesso à antiga estrada Medieval e ainda a Casa da Igreja, hoje Centro Paroquial de Cerva dedicado a S. Paulo.

17 – Nesta imagem vemos a Capela de S. Sebastião com as suas imponentes colunas Salomónicas, características da arquitetura Barroca, a sua estrada medieval e do lado esquerdo nas suas traseiras existência de uma casa de habitação rés do chão, onde morava o Sacristão, Enfermeiro e Barbeiro da altura, António Mendes. Esta casa foi décadas depois demolida para alargamento da actual Rua da Igreja de S. Pedro.

18 – Aprecia-se neste postal a magnífica queda de água do Cai d’Alto do rio Póio.

19 – Podemos ver aqui um Moinho, que actualmente estará em ruínas, no rio Póio.

20 – Observa-se o relevo acidentadíssimo do Póio, parecendo pirâmides.

Observações: Este texto adota o novo acordo ortográfico.

publicado por Abraão Mendes às 19:16
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