Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016

Senhor de Cerva - Herói da Restauração da Independência!

      Dom António Luiz de Menezes, filho de Dom Pedro de Menezes e Dona Constança de Gusmão, nasceu a 13 de Dezembro de 1596. Foi donatário de Cerva, Atei,  Mondim e de muitas outras terras, mas era apelidado de “Senhor de Cerva”.

      Foi um dos quarenta Nobres conjurados e um dos elementos mais ativos nas guerras da restauração da independência de 1 de Dezembro de 1640. Tomou parte em quase todas as batalhas contra os Castelhanos.

      Inicianda a 4ª Dinastia (de Bragança) e a soberania de Portugal, foi então agraciado com o título nobiliárquico de “1º Marquês de Marialva” 3º Conde de Cantanhede, a 11 de Agosto de 1661, por Dom Afonso VI.

Vila de Cerva - Cruzeiros da Independência

   Comandou as Tropas Portuguesas nas Batalhas de Linha de Elvas e de Montes Claros com três mil e quinhentos homens transmontanos, tendo infligido uma grande derrota aos exércitos vindos de Castela. Finalisou, assim, com esta vitória, a Guerra da Restauração, consolidando e recuperando definitivamente a independência a Portugal, que havia tido sida perdida há 60 anos com o inicio da 3ª Dinastia (Filipina), posteriormente participando em muitos outros cargos no Reino, até ao seu falecimento a 16 de Agosto de 1675.

      Em homenagem deste heróico feito, foram levantados vários cruzeiros no então Concelho de Cerva, denominados da independência, e que permanecem ainda nos dias de hoje.

      Só a partir de 1910, com a implantação da República é que foi instituído o Feriado Nacional de 1 de Dezembro, dia da "Restauração da Independência" de Portugal.

publicado por Abraão Mendes às 00:00
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Domingo, 13 de Abril de 2008

Vila de Cerva

Vila de Cerva     Cerva, linda Princesa do Póio, com uma população de cerca de 2700 habitantes e uma área de 4605 hectares, fica situada em Trás-os-Montes confinante com o Minho.

     Julga-se que Cerva foi uma Vila luso-romana oriunda de um dos seus castros possivelmente localizada no sítio onde ainda hoje é o centro da Vila, existe a matriz de 1673, Pelourinho, antiga Câmara, Cadeia e o Solar de Paço Vedro.

     No séc. II a.C. esteve acampado o exercito romano de Décimo Júnio Bruto, famoso destruidor da cidade lusitana Talabriga .

     Referem-se-lhe documentos de 1208 «Bula Sua Novis, de Inocêncio III» e de 1220 «Inquirições», neste ano tinha sessenta casais e meio, já era freguesia de S. Pedro de Cerva, estando-lhe anexado Atei, hoje freguesia de Mondim de Basto.

     Terra ilustre foi «honra»  em 1313 de D. Afonso Sanches, filho de D. Diniz; em 1406 por Vasco Martins de Sousa e já no sec. XVII como senhor D. António Luiz de Menezes, nomeado primeiro Marquês de Marialva por D. Afonso VI. Primeiro Marquês de Marialva

     Recebeu foral de D. Manuel I a 3 de Junho de 1514 e depois foi Vila sede de concelho até 31 de Dezembro de 1853. Chegou a ser embora por pouco tempo a sede de concelho de Ribeira de Pena.

     O seu Pelourinho devidamente restaurado data de 1617,  está classificado como Imóvel de Interesse Público, é constituido por uma pequena base quadrangular, um fuste prismático com secção octogonal e um capitel piramidal.

     Três belissimas jóias arquitectónicas desapareceram ao longo dos tempos:

     A Torre Medieval, cuja pedra siglada ainda se encontra nas fachadas da casa com o mesmo nome.

     A Ponte Romana de três arcos, que existiu junto à actual ponte da N 312 sobre o rio Póio, ruiu com uma cheia em 1936. Mais tarde, a sua pedra foi retirada do local e aplicada na construção do edifício da Casa do Povo.1º Marquês de Marialva

     A ponte de Cabriz, onde ainda se pode ver alguns vestigios da sua existência no meio do rio. Provavelmente algumas das suas pedras foram utilizadas para muros de vedações de terrenos. 

     Hoje ainda podemos contemplar duas belissimas pontes em granito, a Ponte Romana de Cerva com dois grandes arcos, classificada como Monumento Nacional, sobre o rio Póio, e a Ponte Romana sobre o rio Louredo com apenas um arco.Ponte Medieval sobre o rio Poio

     Todas estas pontes provavelmente faziam parte de uma rede de calçadas Romano-Medievais de ligação entre Fafe, Vila Real, Vila Pouca de Aguiar.

     Das suas minas foi extraido o volfrâmio desde 1906 até 1972, por empresas internacionais e mais tarde nacionais. O seu apogeu situou-se no periodo da segunda guerra mundial, devido ao seu interesse comercial. Foi considerado o Ouro Negro Português, por ser a maior fonte de rendimento e de emprego.

publicado por Abraão Mendes às 19:22
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